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Tipos e diagnóstico de doenças de plantas

1. Conceito de doenças de plantas

Doenças em plantas são fenômenos nos quais as funções fisiológicas normais de uma planta são seriamente afetadas, apresentando anormalidades na fisiologia e na aparência devido à interferência contínua de organismos patogênicos ou condições ambientais adversas, cuja intensidade excede o grau de tolerância da planta. Esse desvio do estado normal da planta caracteriza a ocorrência da doença. Os efeitos das doenças nas funções fisiológicas das plantas se refletem principalmente nos seguintes sete aspectos:

Absorção e canalização de água e mineraisDoenças podem impedir o sistema radicular da planta de absorver água e minerais, afetando o transporte normal de água e nutrientes.

FotossínteseDoenças podem afetar a eficiência fotossintética das folhas das plantas e reduzir a produção de produtos da fotossíntese.

Transferência e transporte de nutrientesDoenças podem interferir na transferência e no transporte normais de nutrientes na planta.

Taxa de crescimento e desenvolvimentoDoenças podem inibir o crescimento normal e a taxa de desenvolvimento das plantas.

Acumulação e armazenamento de produtos (rendimento)Doenças podem reduzir a produtividade da planta e afetar o retorno econômico.

Digestão, hidrólise e reutilização de produtos (qualidade)Doenças podem afetar a qualidade de produtos vegetais, tornando-os menos valiosos no mercado.

RespiraçãoDoenças podem aumentar a respiração das plantas e consumir mais matéria orgânica.

 

2. Tipos de doenças de plantas

Existem muitos tipos de doenças de plantas com diferentes fatores etiológicos que causam uma variedade de problemas. As doenças de plantas podem ser categorizadas em invasivas e não invasivas, de acordo com o tipo de causa.

Doenças infecciosas

Doenças invasivas são causadas por microrganismos patogênicos, que podem ser transmitidos por contato entre plantas, insetos e outros vetores. Essas doenças incluem:

Doenças fúngicas: doenças causadas por fungos, como o mofo cinzento do tomateiro. As doenças fúngicas são frequentemente caracterizadas por necrose, apodrecimento e mofo nos tecidos vegetais.

Doenças bacterianas: doenças causadas por bactérias, como a mancha bacteriana dos frutos da melancia. As doenças bacterianas são frequentemente caracterizadas por manchas aquosas, apodrecimento e exsudação de pus.

Doenças causadas por nematoides: doenças provocadas por nematoides, como a doença do nematoide das galhas do tomateiro. Essas doenças frequentemente se manifestam como galhas nas raízes, nanismo da planta, entre outros sintomas.

Doenças virais: doenças causadas por vírus, como o vírus do enrolamento amarelo das folhas do tomateiro. As doenças virais geralmente se manifestam por meio de florescimento das folhas, nanismo, etc.

Doenças parasitárias de plantas: doenças causadas por plantas parasitas, como a cuscuta. Essas doenças são frequentemente caracterizadas pela planta parasita se enrolar ao redor da planta hospedeira e sugar seus nutrientes.

Doenças não infecciosas

Doenças não invasivas são causadas por condições ambientais adversas ou problemas na própria planta. Essas doenças incluem:

Doenças hereditárias ou fisiológicas: doenças causadas por fatores genéticos da própria planta ou por defeitos congênitos.

Doenças causadas pela deterioração de fatores físicos: Doenças causadas por fatores físicos como temperaturas atmosféricas altas ou baixas, vento, chuva, raios, granizo, etc.

Doenças causadas pela deterioração de fatores químicos: Doenças causadas pelo fornecimento excessivo ou insuficiente de elementos fertilizantes, poluição da atmosfera e do solo com substâncias tóxicas, uso inadequado de pesticidas e produtos químicos.
Notas
Doenças infecciosas: doenças causadas por microrganismos patogênicos (como fungos, bactérias, vírus, nematóides, plantas parasitas, etc.), que são contagiosas.

Doenças não infecciosas: Doenças causadas por condições ambientais adversas ou por problemas da própria planta, que não são infecciosas.

 

3. Diagnóstico de doenças em plantas

Após a ocorrência de doenças em plantas, a primeira coisa a fazer é realizar uma avaliação precisa da planta afetada, a fim de propor medidas de controle adequadas para minimizar as perdas causadas por essas doenças.

Procedimento diagnóstico

O procedimento de diagnóstico de doenças em plantas geralmente inclui:

Reconhecimento e descrição dos sintomas de doenças em plantas: Observe e registre os sintomas da doença apresentados pela planta.

Questionamento sobre o histórico da doença e revisão de registros relevantes: para obter informações sobre o histórico da doença na planta e outras informações pertinentes.

Amostragem e exame (microscopia e dissecção): Coletar amostras de plantas doentes para exame microscópico e dissecção.

Realizar testes específicos: Realizar testes específicos, como análises químicas ou testes biológicos, conforme necessário.

Tire conclusões usando o método de eliminação passo a passo: determine a causa da doença passo a passo por eliminação.

Lei de Koch.

O diagnóstico de doenças invasivas e a identificação de patógenos devem ser verificados seguindo a Lei de Koch, descrita abaixo:

A presença de um microrganismo patogênico frequentemente acompanha a planta doente.

Este microrganismo pode ser isolado e purificado em meios isolados ou artificiais para se obter uma cultura pura.

A cultura pura é inoculada em uma planta saudável da mesma espécie e surge uma doença com os mesmos sintomas.

Uma cultura pura é obtida por isolamento adicional da planta doente inoculada, apresentando as mesmas características do inóculo.

Se esse processo de identificação em quatro etapas for realizado e forem obtidas evidências sólidas, o microrganismo poderá ser confirmado como patógeno.

Notas

Lei de Koch: quatro critérios para identificar patógenos, propostos pelo microbiologista alemão Koch, usados ​​para comprovar que um microrganismo é o patógeno de uma determinada doença.

 

Estratégias de controle de doenças em plantas

O controle de doenças em plantas consiste em alterar a interação entre plantas, patógenos e o ambiente por meio da intervenção humana, reduzir o número de patógenos, enfraquecer sua patogenicidade, manter e melhorar a resistência das plantas a doenças e otimizar o ambiente ecológico, a fim de atingir o objetivo de controlar as doenças.

Medidas de controle abrangentes

No controle integrado, devemos tomar o controle agrícola como base e aplicar de forma racional e abrangente medidas fitossanitárias, aproveitamento da resistência a doenças, controle biológico, controle físico e controle químico, de acordo com o momento e o local, tratando múltiplas pragas simultaneamente. Essas medidas incluem:

Fitossanitário: prevenção da disseminação de patógenos por meio de sementes, mudas, etc.
Utilização da resistência a doenças: seleção e promoção de variedades resistentes a doenças.
Controle biológico: utilização de inimigos naturais ou organismos benéficos para controlar doenças.
Controle físico: controlar a doença por meio de métodos físicos, como a regulação da temperatura e da umidade.
Controle químico: uso racional de pesticidas para o controle de doenças.

Através da utilização abrangente dessas medidas de controle, a doença pode ser controlada eficazmente, reduzindo a perda de plantas devido a epidemias.

Notas
Fitossanitário: Medidas para prevenir a disseminação de patógenos por meio de sementes, mudas, etc., visando proteger os recursos vegetais e a segurança da produção agrícola.


Data da publicação: 28/06/2024